
Apaixonado pela natureza, o proprietário deste lindo chalé iniciou seu projeto comprando um terreno no alto de uma montanha na região serrana do Rio de Janeiro, pois percebeu que aquele pedaço envolto pela mata seria o local ideal para se refugiar e descansar da rotina corrida do dia a dia. O projeto foi desenvolvido e executado por uma dupla de profissionais especializados em madeira, material escolhido para deixar a construção em sintonia com o entorno. O engenheiro carioca Ricardo Simões, da Home, e o arquiteto paulista Vinicius Ferreira, da REV Arquitetura, foram os responsáveis pela criação de uma casa que mescla estruturas de madeira e partes em alvenaria. Para a montagem da casa foram usadas peças do sistema de casas pré-fabricadas, mas o projeto foi desenhado e desenvolvido em conjunto com o proprietário. A maior parte da edificação é de madeira, apenas a cozinha e o banheiro possuem fechamentos com alvenaria. "Além de receberem as instalações hidráulicas, elas fazem um contraponto interessante com a madeira", justifica Ferreira. E assim foi executado um chalé de 78,92 m² que tem acesso por um estreito caminho íngreme entre a vegetação. A preocupação ambiental ainda rendeu ao proprietário boas surpresas, como uma bela vista e a privacidade desejada para seus momentos de descanso. "Aceitamos os desafios do terreno e fizemos com que o projeto se adaptasse a ele. O resultado é um chalé cercado pela natureza, que, inclusive, participa do interior ", contam os arquitetos.
"Esse é meu refúgio, para onde corro quando quero ficar sozinho, descansar ou reunir amigos, que também adoram esse contato com a natureza", confidenciou o proprietário do imóvel.
Janelas, seteiras e claraboias permitem a entrada de luz natural nos ambientes internos e a integração deles com a vegetação. A madeira é o elemento predominante no interior, presente nas estruturas, vedações, forros e esquadrias. Destaque para a porta de demolição adquirida pelo proprietário.
Todos os ambientes internos são integrados - separados apenas por desníveis - e possuem ligação com as partes externas do chalé. Apenas o banheiro e a parede da cozinha receberam fechamento com alvenaria.
A lareira, construída com alvenaria e encaixada na madeira, recebeu revestimento da mesma tinta na cor beterraba da fachada. Seguindo a proposta de integração com o exterior, duas aberturas verticais foram projetadas nas laterais.
A lareira, construída com alvenaria e encaixada na madeira, recebeu revestimento da mesma tinta na cor beterraba da fachada. Seguindo a proposta de integração com o exterior, duas aberturas verticais foram projetadas nas laterais.

Com pé-direito de 5 m, as salas de estar, almoço e cozinha ganharam mais amplitude. Para dar um ar mais rústico ao interior, uma das paredes tem tijolos à vista e a estrutura do telhado ficou aparente - o forro de angelim-pedra traz mais aconchego.
A rusticidade da cozinha de revestimento cerâmico, tijolos aparentes e armários com fechamento de materiais de demolição contrasta com os eletrodomésticos modernos.
O quarto principal tem acesso aos ambientes sociais e às portas de vidro que conduzem à varanda que circunda o chalé. Um pergolado coberto com vidro protege a área externa.
Aconchegante, a sala de tevê, que também serve como quarto de hóspedes, tem saída para uma varanda social aos fundos do terreno. O teto com forro de angelim-pedra acompanha a inclinação do telhado. No piso foram usados tijolos maciços.
Varandas contornam o chalé e têm funções diferentes. A de piso cerâmico funciona como um estar em frente ao dormitório e recebeu cobertura de vidro sobre o pergolado. À frente, o deque projetado em balanço à entrada da casa para contemplar a paisagem.
Varandas contornam o chalé e têm funções diferentes. A de piso cerâmico funciona como um estar em frente ao dormitório e recebeu cobertura de vidro sobre o pergolado. À frente, o deque projetado em balanço à entrada da casa para contemplar a paisagem.
Tanta beleza natural não poderia ficar somente do lado de fora e, para permitir o contato íntimo com a paisagem, o projeto ganhou generosas aberturas protegidas por vidro. "De qualquer ponto da casa é possível avistar o exterior", conta Simões. Um estudo da orientação solar foi importante para garantir que os raios não incidam diretamente no interior.
Parece elaborada, mas a cobertura é simples e tem efeito surpreendente. "O telhado principal tem apenas duas águas, mas a cumeeira está virada em relação à água, o que dá um efeito visual diferenciado", conta Simões. Para dar mais volumetria e proteger as varandas, meias-águas foram encaixadas na cobertura principal.
Muitos elementos inseridos no projeto foram trazidos pelo proprietário, que fez questão de garimpar peças antigas em lojas de materiais de demolição. Destaque para a porta de entrada, o ladrilho hidráulico aplicado na fachada, os armários da cozinha, que eram antigas janelas e alguns vidros. Toda a decoração do imóvel foi feito pelo proprietário.
Fotos: Reprodução
Fonte: Portal Casa e Cia










