Com origem inglesa, a técnica surgiu em meados de 1840 como forma de valorizar o trabalho manual. O estilo romântico, marcado por botões e pregas costurados no tecido, apresenta desenhos geométricos (losangos e quadrados) e acabou imortalizado pela criação do sofá Chesterfield. Dentro de sua técnica de confecção, o Capitonê pode ter a aplicação mais ou menos profunda da costura, além da técnica botonê, quando o botão é colocado de forma mais evidente. Esses botões podem ainda, ser em tonalidades diferentes ou, ao invés de ser encapados, podem ser de outros materiais, como metal, resina, plástico ou cristal. O capitonê ressalta a ideia do clássico e além da aparência elegante, consegue o efeito de luz e sombra e transforma a aparência dos ambientes. Se antes o capitonê aparecia com força em revestimentos de couro, hoje marca presença em tecidos vinílicos, veludos coloridos, sedas e camurças e deixou de ser uma exclusividade das poltronas e sofás e passou a aparecer em diversas superfícies, como cabeceiras de cama, painéis de parede, almofadas, pufes, recamiers, bancos e até no teto. Porém, antes de colocar tais peças na sala, é importante lembrar que o modelo clássico chama atenção e precisa ser usado sem exagero. O Capitonê vem sendo muito usado como revestimento, mas não só com tecido, como também em estampas holográficas de papéis de parede e em impressões HD ou relevo, encontradas em porcelanatos.


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